sábado, 12 de maio de 2012

Pietá

Euforia, a dor está se manifestando
euforia, do ego deprimido
que espremido entre os orgãos podres
se mostra quase tímido
mas não o é, é um vilão, um bandido
que um assassino ou dois, plantaram em mim
e minha alma pesa por não poder expurgar
do corpo, sem nenhuma lágrima expelir
sem nenhum sorriso sorrir
simplesmente frio e cortante
simplesmente sexual e nojento
simplesmente aquilo que eu jamais quis
corpos se esfregando como cobras
se aproveitando como parasitas
se desejando como sodomitas
de uma terra onde não existe amor
de uma terra onde há apenas dor
de uma terra onde há reis que governam com malícia
e a delícia, está em seus lábios
pois podem com suas lábias,
traçar o exato local da minha morte
o tamanho da lâmina do meu corte
a árvore onde haverá uma corda forte...
A euforia grita aqui dentro,não é alegria
é uma loucura desenfreada,
é uma borboleta querendo se libertar de uma casulo de dor,
mas está presa e congelada,
assim como o último sorriso impresso em um papel velho
assim como, estará nos meus olhos vidrados e sem vida,
a derradeira e mais dolorosa
lágrima.

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