Sua realidade imunda
que não me diz respeito até então
que de uma prostituta perversa
sai um borboleta serena, ainda como embrião.
Eu sei de todas as fases da lua,
eu sei de cada maldade sua
e como seu amante descarado
viu-te, sebosa, nua.
A sua cova já foi aberta
para sepultar tantas descobertas
e para enterrar as lágrimas de mães perdidas
para por um fim em uma criatura cretina.
Sua sina, era a de carregar no corpo esta fêmea
que terá, seu fim, como que efêmera
de não poder subir ao trono na vitória
nem poder provar o sabor da glória.
Eu, que deveria ser a herdeira deste trono
eu que deveria ser a filha deste mundo
mas com a inveja de um e de outro, e de Pentuso
O fogo foi o alimento do meu reino.
Quero ver-te maldita menina
sofrer aquilo que merece
e aqui em Lofaron seu nome jamais será lembrado,
nem mesmo, eu juro, nem mesmo como o nome da peste.
A rainha frustrada de Lofaron
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