A naturalidade das suas notas
é como a neutralidade do seu amor
que de falso se tornou idiota
por dizer aos ventos que tanto, mais tanto, um outro amou.
Suas cordas se tornaram tortas
e a sua melodia agora é melancólica
como uma malígna e intensa cólera
você não consegue se desprender.
Um amor passado que não era seu
que não fora deixado para você
que jamais o pertenceu
pois você ainda não tem o poder de mandar e desmandar,
de querer e poder, de ter.
A harpa chora um som tão tímido
ela geme como uma criança em meio a guerra
ela tenta alegrar o seu coração, fazer-te a festa
mas não há harmonia, pois tudo você detesta.
A sí detesta, a mim detesta e outrem também...
Começou a detestar depois que começou a amar alguém?
Não queres a vida recomeçar, e apagar todo o passado da memória?
Não querer cortar as cordas de tua Harpa e construir com os teus dedos delicados...uma nova?
segunda-feira, 14 de maio de 2012
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