domingo, 13 de maio de 2012

Consumado

Um castelo de areia como eu
que não descança neste inferno
e como se nada fosse capaz de ajudá-lo
pois a água está bem perto,
e todo o seu reino desaparecerá
com a primeira onda
ou com os primeiros pés descuidados
que pisarem sobre ele.
O mundo não lembrará mais do castelo
que formado de pequenas partículas
construi algo que não deveria
e agora que foi abandonado ai em cima
tem que suportar a sina
tem que não a mar a melodia
e não se manifestrar contra a melancolia
tem que suportar o peso
tem que sentir o ventir corroê-lo
pois o castelo foi deixda na areia
por uma criança levada
que queria apenas brincar e então saciada
foi-se embora para longe do mar
e o deixou perto da praia
e a onda intensa e sem falhas
derruba o corpo tão frágil
um reino tão cheio de falhas
com milhões de folhas e segredos
que apenas a marca escurecida na areia
irá logo registrar
mas no outro dia, quando o sol penetrar no seu corpo
o resto do castelo morte
lá não estará.

Nenhum comentário:

Postar um comentário