quinta-feira, 31 de maio de 2012

Plus Ego Plus

Só por eu ser assim
um ser apaixonado por mim
que consegue observar o interior
sem rir...

Só por eu ser assim,
um adorador da própria imagem
não deixando que a hipocrisia me derrube
nada, que esteja fora me abate.

Por ter percebido, um pouco tarde,
é verdade, o verdadeiro poder interno
o verdadeiro prazer que nos manda ao inferno
só por isso, sou eu menos digno?

Quantos deuses não contemplam sua imagem,
quantos não queriam me ter em seu panteão,
mas não, para ser corretamente acostumado
simplesmente se nega aquilo que não podem.

Mas ficarei a compreender a minha mensagem
a desfrutar da minha imagem
para não ser mais tolo
e não me perder em um mundo, no simples todo.

Se o meu brilho e a minha glória fazem doer olhos obscuros
que pena!Temo que o futuro dos adoradores das trevas
não seja nada além de um buraco fundo, frio, escuro...
e o pior de tudo, prematuro...

Contemplarei a minha imagem no espelho,
por que no meu mundo
dominado por Damas e Guerreiros...
Eu sou o Deus Supremo.

domingo, 20 de maio de 2012

Eu desejo vingança

Sua realidade imunda
que não me diz respeito até então
que de uma prostituta perversa
sai um borboleta serena, ainda como embrião.

Eu sei de todas as fases da lua,
eu sei de cada maldade sua
e como seu amante descarado
viu-te, sebosa, nua.

A sua cova já foi aberta
para sepultar tantas descobertas
e para enterrar as lágrimas de mães perdidas
para por um fim em uma criatura cretina.

Sua sina, era a de carregar no corpo esta fêmea
que terá, seu fim, como que efêmera
de não poder subir ao trono na vitória
nem  poder provar o sabor da glória.

Eu, que deveria ser a herdeira deste trono
eu que deveria ser a filha deste mundo
mas com a inveja de um e de outro, e de Pentuso
O fogo foi o alimento do meu reino.

Quero ver-te maldita menina
sofrer aquilo que merece
e aqui em Lofaron seu nome jamais será lembrado,
nem mesmo, eu juro, nem mesmo como o nome da peste.

A rainha frustrada de Lofaron

sábado, 19 de maio de 2012

Prostra-se ao teu deus

O pobre coitado cai na mesma armadilha de sempre
não consegue suportar por muito tempo o sentimento
a felicidade parece não querer ficar próximo à ele,
mas não é por falta de aviso ou qualquer coisa.

Ele consegue se apegar ao obscuro como algo pegajoso
ele sente uma atração por aquilo que magoa
por aquilo que machuca
e no final apenas sofre.

Ele é uma criança perdida em uma ciranda de lobos...
Uma alma perdida caminhando na procissão sem sua vela para iluminar...
Uma flor sendo comida pela lagarta faminta do desespero
É sim, ele, por inteiro, o herdeiro do que é morto.

A morte o persegue sem cessar,
lado a lado como se não fosse parar
e ela não pára de falar ao seu ouvido
contando seus segredos tímidos, convidando-o para, eternamente, dormir.

E ele, com sua alma demente
com seus coração descrente
com sua fé em pedaços
e os seus braços sem força
ele não resiste, e por um momento desisti
de ressurgir do chão gelado do inferno
da chuva fina do inverno
das cinzas ardentes da fogueira
e do amor, que de tanto amar, de tanto se deixar levar...

O amor, descaracterizado, falsificado,
destronado,irreconhecível, sujo, imperceptível
esse amor corrupto, sujo e invejoso
que causa dor e remorso
que causa desamor e ódio
que causa raiva e desapego...
O amor vai devorando seu coração, pobre coitado, a cada momento por inteiro.

Pentuso, o Pneumago.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Do Incêndio à Fantasia

Vou brincar com você de ser menino
como um peregrino sem sentido
e brilhando como um rubi.
Eu vou brincar com você
e junto do seu corpo eu vou me vê
pois seremos reflexos.
Nada de chorar por quem não existe
por quem só desiste
por quem é fraco
por quem é um desastre
e sim sorrir
destas pobres almas
que não se contentando com a sua tristeza própria
a dos outros provoca.
Não se importa menino eu pois como uma porca
conheci muitos donos assim
que depois que o meu leite seca
eles me entregam
e me jogam longe de suas portas.
Suba em minhas costas
e deixe-me levá-lo a um lugar incomum
onde seus pensamentos comuns nascem
e lá, mataremos, com aquela foice
a mulher cretina que escreve a sua história
cortaremos daquela árvore
o fruto podre
e então flores
vai poder abrir
e atrair
não milhares, mas milhões das fadas dos verdadeiros amores.

Marta, a Dama

terça-feira, 15 de maio de 2012

Para o pó

Como se nada tivesse ocorrido
você comigo troca palavras
para você talvez sem sentido algum
por simples pena, ou por nada.
Enquanto eu me mantenho trêmulo
quando meus olhos estão cheio de lágrimas
quando o meu coração está acelerado
e meus dedos, das mãos e dos pés gelados.
O frio vem penetrando minha alma
que de tão impura e covarde
se esconde por tras de um corpo falho
de um filho imperfeito
de um amigo esquisito
de um amor...de um amor ridículo
de um final infeliz
como se eu não fosse nenhum menino
como se eu não fosse nehum humano
como se ninguém eu fosse...
Pois lá no fundo eu sei...
que não sou ninguém...
que não sou nada...
e para o nada retornarei...sem você.

Canibal

Caminhos tortos e que se torturam
mortos, que não se curam
fotos que não se apagam
memórias que apenas nos separa
a cara de nojo e desprezo
sem o zelo de um animal frágil
vai cortando-lhe os cabelos
e então seu corpo torna-se alvo
torna-se o alvo de milhares de insetos
dos milhares de sentimentos incorretos
de incoerências macabras e sujas
de mulheres nuas e loucas
de ver no brilho da lua aquela boca
e de agora odiar o passado
e o seu presente em um futuro escuro
será o seu presente um buraco fundo
onde uma areia barrenta
cobrirá a caixa ordinária,barata, banal, escarnecida...
E que será esquecida.
Trilha um coração esburacado por vermes
magoado por eles
e ferido por aqueles que querem apoderar-te
e o seu corpo,
como  que um troféu em honra a Marte
celebrará a guerra
que culminará com o término, e o desespero
para que jamais se cumpram novamente as profecias
para que jamais tapem a luz do dia
com uma lente escura
com o assombro e a loucura
que jamais...você encontre a alegria.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Súplica ao Rei

Que tal brincarmos de um jogo?
O jogo no qual a sua vida é a aposta.
E se mesmo assim, como você diz que não se gosta
há quem aposte sim na sua pobre alma.

Eu sou um deles, eu sou um daqueles que te querem
que precisam de você para existir
e então se por acaso você partir,
onde estarei, minha vida também cessa.

Eu necessito da sua pouca fé,
mas é esta que ainda resta
eu preciso do seu coração,
que agora está cheio de arestas.

Sinta minha mão no seu ombro
tento te acalentar deste desespero
tento não te deixar jogar-se ao mundo inteiro
pois ninguém lembrará, senão nós de você mesmo.

Se você aceitar o jogo
eu apostarei todo o meu ouro, minhas jóias e a minha alma em você...
Derrubarei até o templo que construi aos meus deuses
e no lugar dele porei uma estátua sua, segurando a boca do leão que quer te devorar...

A força da minha fé é grande...e eu já apostei tudo o que tinha
pois nada do que eu tenho se compara com a minha vida...
E a minha vida...depende apenas de você!
Não permita que eu morra e desapareça para sempre...tente, pelo menos tente.

Romero Dies

Desafino

A naturalidade das suas notas
é como a neutralidade do seu amor
que de falso se tornou idiota
por dizer aos ventos que tanto, mais tanto, um outro amou.

Suas cordas se tornaram tortas
e a sua melodia agora é melancólica
como uma malígna e intensa cólera
você não consegue se desprender.

Um amor passado que não era seu
que não fora deixado para você
que jamais o pertenceu
pois você ainda não tem o poder de mandar e desmandar,
de querer e poder, de ter.

A harpa chora um som tão tímido
ela geme como uma criança em meio a guerra
ela tenta alegrar o seu coração, fazer-te a festa
mas não há harmonia, pois tudo você detesta.

A sí detesta, a mim detesta e outrem também...
Começou a detestar depois que começou a amar alguém?
Não queres a vida recomeçar, e apagar todo o passado da memória?
Não querer cortar as cordas de tua Harpa e construir com os teus dedos delicados...uma nova?

domingo, 13 de maio de 2012

Consumado

Um castelo de areia como eu
que não descança neste inferno
e como se nada fosse capaz de ajudá-lo
pois a água está bem perto,
e todo o seu reino desaparecerá
com a primeira onda
ou com os primeiros pés descuidados
que pisarem sobre ele.
O mundo não lembrará mais do castelo
que formado de pequenas partículas
construi algo que não deveria
e agora que foi abandonado ai em cima
tem que suportar a sina
tem que não a mar a melodia
e não se manifestrar contra a melancolia
tem que suportar o peso
tem que sentir o ventir corroê-lo
pois o castelo foi deixda na areia
por uma criança levada
que queria apenas brincar e então saciada
foi-se embora para longe do mar
e o deixou perto da praia
e a onda intensa e sem falhas
derruba o corpo tão frágil
um reino tão cheio de falhas
com milhões de folhas e segredos
que apenas a marca escurecida na areia
irá logo registrar
mas no outro dia, quando o sol penetrar no seu corpo
o resto do castelo morte
lá não estará.

sábado, 12 de maio de 2012

Pietá

Euforia, a dor está se manifestando
euforia, do ego deprimido
que espremido entre os orgãos podres
se mostra quase tímido
mas não o é, é um vilão, um bandido
que um assassino ou dois, plantaram em mim
e minha alma pesa por não poder expurgar
do corpo, sem nenhuma lágrima expelir
sem nenhum sorriso sorrir
simplesmente frio e cortante
simplesmente sexual e nojento
simplesmente aquilo que eu jamais quis
corpos se esfregando como cobras
se aproveitando como parasitas
se desejando como sodomitas
de uma terra onde não existe amor
de uma terra onde há apenas dor
de uma terra onde há reis que governam com malícia
e a delícia, está em seus lábios
pois podem com suas lábias,
traçar o exato local da minha morte
o tamanho da lâmina do meu corte
a árvore onde haverá uma corda forte...
A euforia grita aqui dentro,não é alegria
é uma loucura desenfreada,
é uma borboleta querendo se libertar de uma casulo de dor,
mas está presa e congelada,
assim como o último sorriso impresso em um papel velho
assim como, estará nos meus olhos vidrados e sem vida,
a derradeira e mais dolorosa
lágrima.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Macula Macula

O mundo desaba
meus pés sangram
por ter andado por caminhos cortantes
minhas mãos são geladas
meus olhos são vidrados
por ter tocado corpos corruptos
por ter visto cenas de crueldade
meus ouvidos sangram
minha boca amarga e dela escorre um liquido
e eu espirro, demais espirro...
Pois eu ouvi as mais belas palavras
que eram mentiras.
Pois eu beijei uma boca peçonhenta
e o veneno me intimida,
Por ter sentido o perfume da maldade
e o meu corpo não mais aceita.
Meu corpo é como um todo
como um todo flagelado
com erupções de rancor por cada poro
pelas decepções
e pelas emoções tristes que foram sendo guardadas
e grudadas perto do peito
elas então se manifestaram
meus cabelos caem
minha vaidade se vai
a minha força começa a dar sinais de fraqueza
me comporto sem nem perceber
não tenho mais autonomia
minhas emoções são controladas
são substâncias amargas e água
e o os meus pés sangram
pois andei por caminhos cortantes
beijei uma boca peçonhenta...
E apenas aguardo que esta peçonha
de uma vez só...o mais rápido possível...
Me mate. Pois estou cego

sábado, 5 de maio de 2012

Longe do Amor das Hadas

"Vou fugir para um lugar qualquer
provar de um fruto qualquer
cantar uma música qualquer
e me entregar ao corpo de uma mulher, qualquer."

A energia simples e tola
que percorre o corpo da rapariga
que não se intimida
com o orgão molhado do homem.

Os corpos se entrelaçando
como que serpentes frias
e gemidos como os da Harpia
como porcos sem um destino na lama.

Corpos simples que se envolvem
corpos loucos que se querem
que se devoram e não esperam.

Eu sorrio, eu observo como uma noiva abandonada
cada orgasmo é como uma flor calada
é como meu vestido rasgado
é como meu corpo corrompido, pelo seu pecado.

Venha e fuja para o meu lar
prove do fruto da dor
cante meu encantamento de amor
e sinta o meu corpo de mulher, menino.

Allana Menáde

Alegria Latente

Há algo dentro de mim
que tenta manifestar uma alegria
algo que como feliz
uma semente espremida em um coração podre.

Mas ela não tem espaço
não há o ar necessário
para que a semente germine
pois ela precisa de liberdade, e em mim não existe.

Mas ela continua aqui dentro
latente.
Esperando uma oportunidade de se abrir
com a luz de um oportunidade boa.

Mas mesmo assim,
mas mesmo assim,
ela luta contra o coração podre
contra a terra infértil.

Uma semente de alegria
plantada no meu coração,
não sei por quem
não sei por que...

Só sei que ela está aqui dentro
presa,incômoda, dormindo, cataléptica, criogênica,parada
esperando que pelo menos um raio de esperança
a acorde...
e que suas raízes penetrem meu corpo...
que transforme ele de morto,
em um ser vivo...
Renovado, novo.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

A serpente Lyenra

Passeia entre os meus dedos
com a sua maldade infinita
com a sua inveja, ela grita,
um grito agudo de desespero.

Não espero! E esta será a minha ida
quando a maldita atacar-me com malícia
querendo devorar-me por inteiro
criatura viva.

Os sóis giram em torno de um sonho
um complexos de palavras infinitas
e quando levo minhas mãos aos olhos
percebo então feridas.

Meus pés começam a parar
minhas pernas não mais se movem
e sinto um dor enorme
como que se nunca fosse acabar.

Estou envenenado, virus , peçonha e morte
e do lado aquele ser sem sorte
me olha como se humano fôsse
me olha como se me conhecesse.

A maldita de cor clara me espreita
e debaixo da minha cama fez seu ninho
aguardando para que como eu, um negro passarinho,
me retire e seja servido na sua seita.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Sofrer Calado

Sinto os meus pés frios
as pontas dos meus dedos também
não sei bem por que, mas sei que me falta algo
um íntimo querer bem.

Me sinto não só frio.
mas gelado
congelando,
sozinho.

Meus pés perdem a força
em minha mente uma palavra diz "forca"
no peito a dor tremula solta
e eu continuo gelado, frio, congelando.

No meu caminho,
um "asylum" manicômio,
algo parecido como em um sonho,
um pesadelo, e eu, me escondo.

Meus pés continuam gelados
e nada há de aquecê-los
pois o meu coração fora carbonizado
mesmo antes, mesmo antes, de eu pode dizê-lo...

"Deixe-me sofrer calado."

terça-feira, 1 de maio de 2012

Póstuma Vaga Lembrança.

Será hoje em uma pedra lisa e negra
que meu corpo repousará frio
será hoje, eu sinto que pode ser
pois o ácido me espera embaixo da cama.

Não consigo resolver os problemas.
Não consigo compreender as frustrações.
Sua simples ária para mim é uma sinfonia infinita de complexidade...
Maldade, dentro de mim.

Retirei minha armadura forjada por tantos anos
com tantas forças
com tanta magia
mas Ele veio e me fez retirá-la.

Eu não deveria ter aceito o pedido,
deveria ter continuando gemendo tímido
enquanto ninguém soubesse
não haveria perigo.

Um pedra negra me aguarda para um descanço
em seu leito frio e sem vida
onde meu corpo podre se tornará cinzas
quando a festa começar a se manifestar;

Morte, minha amiga companheira
venha logo pois eu não suporto
me sentir vivo e infeliz,
excluido e se excluindo...
Como um maldito e teimoso aprendiz.

Eu preciso de dor para não sofrer
sofro por ter medo de sofrer mais..


Meu corpo frio reposusará sobre
um mármore negro.
E quando os anos se passarem
Só restará no lugar de um túmulo, um amontoado de espinhos...tudo será apagado, todos esquecerão...
E meu corpo será envolto em uma petra negra e fria até que o mato cubra seu nome na lápide...
E você não se torme nada.