quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Marte fica longe


Na face amarga,
na vida e na morte,
na moça sem sorte,
no lar de Apolo.

Em todos os cantos,
do mundo eterno,
que dentro do berço
dos seus pés feridos.

Gemidos no único marco,
janelas na única casa.
Farsas de uma pequena
e singela, alma cara.

No meu coração sem forma,
que não são dois arcos unidos.
Eu ouço,vejo e sinto...
Os seus pequenos pés feridos.

Venha e deixe de lado as dores!
Veja e pense como amar era doce!
Lembra?
Eu sei que existe um lugar...

Onde eu ouço, eu vejo, eu sinto...
Os seus pequenos pés feridos.

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