
Mas os seus olhos
só me viam torto.
E eu mais tolo me deixei levar...
Continuei sofrendo sem cessar.
Continuei moldando, pó e choro.
Cantei meus hinos de lamentos mortos.
Larguei a faca sobre a mesa lisa.
Franzi a testa e beijei a brasa.
Minha língua pesa como toneladas.
Fechei os olhos para
tudo e todos.
Meu corpo morto
banhado de baratas,
e a voz ao longe que chorava, pára.
Meus pensamentos sujos como um porco.
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