quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Louco


Mas os seus olhos
só me viam torto.
E eu mais tolo me deixei levar...
Continuei sofrendo sem cessar.
Continuei moldando, pó e choro.

Cantei meus hinos de lamentos mortos.
Larguei a faca sobre a mesa lisa.

Franzi a testa e beijei a brasa.
Minha língua pesa como toneladas.

Fechei os olhos para
tudo e todos.
Meu corpo morto
banhado de baratas,
e a voz ao longe que chorava, pára.

Meus pensamentos sujos como um porco.

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