quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Brisa


Desenha o dedo
a areia cinza
mistura com a brisa,
com o mar eterno.

Fez, a tez de ferro
moldou a espuma lisa,
correu nos bancos, frisa,
as mais tristes mesclas.

Sentou, abriu as pernas.
Cantou, catou as penas.
Cuspiu o sal da lingua,
limpou as suas presas.

Prendeu a mão na pedra,
rasgou a carne viva,
gritou na areia cinza,
a boca, no vento frio, brisa!

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