
Desenha o dedo
a areia cinza
mistura com a brisa,
com o mar eterno.
Fez, a tez de ferro
moldou a espuma lisa,
correu nos bancos, frisa,
as mais tristes mesclas.
Sentou, abriu as pernas.
Cantou, catou as penas.
Cuspiu o sal da lingua,
limpou as suas presas.
Prendeu a mão na pedra,
rasgou a carne viva,
gritou na areia cinza,
a boca, no vento frio, brisa!
Nenhum comentário:
Postar um comentário