
Um faminto animal
corre, sedento de sortes
de novo rumores.
Deixa a manada de coelhos
que agarrados aos cabelos,
mordem.
Animais sem vida.
Criados por crianças tímidas,
jogados em uma terra sêca.
Mudam a forma e a cor do vento
que de amarelo se torna violento
e uiva como um cão sarnento.
Prendem a menina fanha
lambem as feridas, entranhas,
correm e brincam ao redor
da fogueira.
Pensam, pestes fofas e cretinas,
falam com hálito de rapinas
e entram em lugares sangrentos.
Estes seres inimigos,
desde cêdo se tornaram amigos
do menino famintio:
sedento de sortes e novos rumos...
ao infinito.
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