Amor ou Paixão,
amor ou paixão...
Eu quero uma resposta do seu coração.
Lá fora tão quente e aqui tão vazio,
o mundo de presentes,e de luzes,
e de frio.
Estamos aqui,
esperando a hora,
que tudo isso acabe,
sem mais demora.
Não quero mais nada,
que vem de você,
agora tudo pára,
e volto logo a viver.
Seu rosto me assusta,
seu cheiro,sua música.
O lago que criei,
será logo uma praia. eu sei.
Amor ou Paixão,
amor ou paixão...
Não quero uma resposta do seu coração.
Lá fora está quente,
e aqui tudo tende,
a ser assim,melhor,
sempre.
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
sábado, 19 de dezembro de 2009
Animalizist

Vim junto com a nuvem seca,
seca de cheiros azedos,
dos corpos cremados na fazenda,
de crianças, listradas de estrelas.
De um valão de corpos,
de bonecos secos de almas.
Sobre todos secos de calma,
corpos secos, de secas palavras.
Sou o sonho da vida,
de um povo sem ida,
de uma língua que se enrrola,
na hora da morte.
De uma lágrima escura de carbono,
sou aquela dor que vem de dentro,
de dentro de um menino vestido,
com um vestido listrado,seco.
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Obssessor

Quando o manto
cobre o meu corpo
e me entorpeço
no sono.
Você me procura como um louco,
me abraça como um urso.
E o medo aumenta,
pois não vejo seu rosto.
Perssegue-me de outras vidas,
não sei o seu nome
sua ida,
não sei sua lingua.
Eu ouço em mim,
dentro da minha alma,
quando o corpo astral
do corpo físico se separa.
Você é o abismo da minha descida,
é a coruja sombria da minha vida,
é minha cegueira ao anoitecer,
uma vontade gritante...de morrer.
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Torre
Balançou
seu
corpo
todo
nele
morto
tudo
aquilo
animais
cheios
de
grilos
dentro
de
você
o
tiro
que
matou
o
meu
pequeno
sonho
um
medonho
ser
sem
medo
um
medonho
menino
anjo
que
deixou
ressentimentos
que
deixou
tantos
lamentos
esqueceu
o
tolo
gordo
dentro
de
um
mar
de
demônios
de
leis
loucas
de
máscaras
estranhas
deixou
ele
nas
entranhas
nas
entradas
nas
estradas
do
seu
leito.
seu
corpo
todo
nele
morto
tudo
aquilo
animais
cheios
de
grilos
dentro
de
você
o
tiro
que
matou
o
meu
pequeno
sonho
um
medonho
ser
sem
medo
um
medonho
menino
anjo
que
deixou
ressentimentos
que
deixou
tantos
lamentos
esqueceu
o
tolo
gordo
dentro
de
um
mar
de
demônios
de
leis
loucas
de
máscaras
estranhas
deixou
ele
nas
entranhas
nas
entradas
nas
estradas
do
seu
leito.
domingo, 1 de novembro de 2009
Meus Restos Doem
Eu preciso tê-lo aqui,
dentro de mim,
sentí-lo como nunca,
numa hora de horror.
Meu coração dói.
A minha túnica está manchada,
de sangue de fadas...
De brilhos vivos,
mas não os sinto.
Meu coração se foi.
Nós poderíamos,
destruir o reino santo do ignorantes.
Você não me olhou,
virou o rosto para o céu e foi-se.
Da minha boca pinga fel.
Rezei para todos os deuses,
santos, deidades,titãs,espíritos,
elementais,damas e tantos outros...
Mas você se foi.
Da minhas mãos cai o dom...Para sempre.
dentro de mim,
sentí-lo como nunca,
numa hora de horror.
Meu coração dói.
A minha túnica está manchada,
de sangue de fadas...
De brilhos vivos,
mas não os sinto.
Meu coração se foi.
Nós poderíamos,
destruir o reino santo do ignorantes.
Você não me olhou,
virou o rosto para o céu e foi-se.
Da minha boca pinga fel.
Rezei para todos os deuses,
santos, deidades,titãs,espíritos,
elementais,damas e tantos outros...
Mas você se foi.
Da minhas mãos cai o dom...Para sempre.
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Tela
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Ao Longe

A sua estrela brilhou muito longe,
e vi como era tão bela e pequena.
Mandei enviar-te uma mensagem serena,
Mandei enviar-te uma mensagem serena,
e a resposta veio como uma chuva de ódio.
Parece que te fiz beber o ópio,
de um choque estranho, sem o fundamento.
Aquelas conversas cobertas de tempo,
aqueles seus olhos molhados de dor.
Você não entendeu o sentido do beijo,
-Não aquele onde carnes se entrelaçam-
queria um beijo coberto de graça...
Você me atirou um olhar de lamento.
O abraço seria o melhor presente,
o mais belo beijo, melhor que um beijo secreto...
Pois além de carnes que se entrelaçam,
eu quero um amigo, um amor, uma estrela que brilha,Perto!
domingo, 11 de outubro de 2009
[Oni]
"Eu vi aquilo que todas as pessoas acreditavam..."
Isso é um lado imoral,
de uma seita sem sentido...
Nada é mortal.
O seu século se perdeu,
nas ruínas de um reino...
Em pedaços.
Falam que somos arrogantes!
Não nos conhecem de fato.
Nós somos mais que simples revoltados,
fazemos os lados errados.
E continuam sendo bastardos.
Apenas lamento o lamentável.
Isso é um lado imoral,
de uma seita sem sentido...
Nada é mortal.
O seu século se perdeu,
nas ruínas de um reino...
Em pedaços.
Falam que somos arrogantes!
Não nos conhecem de fato.
Nós somos mais que simples revoltados,
fazemos os lados errados.
E continuam sendo bastardos.
Apenas lamento o lamentável.
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Meu Antigo Amigo

Nos conhecemos sob um céu prata.
Sob um luar, sob um mar de estrelas.
Então nos vimos entre tantas pessoas,
Você estava tão feliz comigo.
Eu tinha sim você como um amigo,
era o mais puro sentimento simples.
Talvez sentisse o mesmo por mim,
Pois nos seus olhos eu vi que existe.
Queria um abraço apertado,
queria sentir seu coração bater.
Mas você permaneceu irado,
como se eu fosse uma aberração mortal.
Como se o meu sentimento fosse imoral...
Eu fiz apenas como o Cristo disse.
E se esse tal do amor existe,
eu percebi que o sentia aos poucos...
Talvez você pense que sou um louco...
Um ser repudiante, assim sem valor.
Porém te digo meu querido amor...
Que sua ida me deixou marcas profundas...
E em cada verso minha alma afunda...
Vai-se enterrando como um corpo morto.
Meu sentimento era puro e simples...
Mas os seus olhos só me viam torto.
Sob um luar, sob um mar de estrelas.
Então nos vimos entre tantas pessoas,
Você estava tão feliz comigo.
Eu tinha sim você como um amigo,
era o mais puro sentimento simples.
Talvez sentisse o mesmo por mim,
Pois nos seus olhos eu vi que existe.
Queria um abraço apertado,
queria sentir seu coração bater.
Mas você permaneceu irado,
como se eu fosse uma aberração mortal.
Como se o meu sentimento fosse imoral...
Eu fiz apenas como o Cristo disse.
E se esse tal do amor existe,
eu percebi que o sentia aos poucos...
Talvez você pense que sou um louco...
Um ser repudiante, assim sem valor.
Porém te digo meu querido amor...
Que sua ida me deixou marcas profundas...
E em cada verso minha alma afunda...
Vai-se enterrando como um corpo morto.
Meu sentimento era puro e simples...
Mas os seus olhos só me viam torto.
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
O Jardim Negro
.jpg)
Mamãe me disse:
-Não saia de casa meu filho. O tempo está tão frio, talvez você se perca por algum lugar.Algum lugar escuro. E ele está por ai.
- Mas mamãe a noite está bela, e as estrelas me convidam para dançar.
-Não se excite com tanta beleza, é tudo falso.
-Não seja tão severa com o tempo...
Eu então desbravei pelo vento, encontrei um diabrete que me esperava perto daquela árvore.Convidou-me para passear...Mostraria-me os outros amigos seus diabretes...
Então fui como um curioso, mais curioso ainda para descobrir como seriam e se é que existiam seres tão alegres, malignos, porém alegres.
Entramos por uma trilha apagada pelas folhas do outono, que já havia passado.
Lá eu vi alguns rostos estranhos e ouvi um som extasiante...Pandeiros...Tambores...Cantos.
Ele me deu um cachimbo que continha um pó colorido, e a cada trago que dava sentia meu corpo se libertar como um grito.
Mamãe disse que eu não saísse de casa...Que mal havia? Estava me libertando das correntes que um desejo doentio me presenteou. Mamãe estava totalmente errada sobre a noite. Que noite! A noite em que estava feliz...Uma das poucas noites que estive tão feliz...
De repente passou ao nosso lado um raio, um raio carregado de uma energia negra...E ele penetrou os meus olhos.
O Diabrete me disse que eu deveria deixar que a energia me envolvesse. E foi o que eu fiz.Ele ria dos meu tombos, era algo muito forte para mim, e algo muito novo também.
-Vamos seguir por essa trilha.-O diabrete tocou o meu braço.
-Por essa trilha coberta de flores?
-Sim- E deu um sorriso oculto...
Então eu segui com ele por aquele caminho repleto de flores e de fragrâncias diversas. Uma festa de cores e de sabores. Sim de sabores, as flores eram deliciosas...O diabrete me puxou pelo braço e me levou até uma flor bem estranha.
Ela tinha a cor negra, o odor de tristeza...E o sabor de um passado amargo.
Nesse momento ele apareceu para mim...
Era um ser de corpo magro e olhos tão escuros quanto a flor que eu acabara de comer.Estava vestido com um mato roxo e com detalhes pretos. O diabrete começou a gargalhar e ele se escondeu por trás de uma roseira sem rosas...E desapareceu tão rápido quanto apareceu. O gosto da dor ficou na minha boca eu me desesperei, pedaços da flor voltavam de dentro da minha garganta, eu tentava gritar por socorro, pedi ajuda ao diabrete mas ele apenas gargalhava da minha desgraça...Malignos diabretes.
Voltei pelos mesmo caminhos, agonizando enquanto o diabrete repetia, sorrindo:
-Eu não sabia que ele estaria nessa trilha.-
Eu via em seus olhos, que ele sabia.
Quando estava chegando perto da minha casa o diabrete desapareceu...
E mamãe me esperava com uma toalha e uma garrafa com água. Ela não pronunciou nenhuma palavra, mas seus olhos me diziam milhões de coisas...Ela sabia que ele havia me enfeitiçado há anos e que estava solto por entre jardins, esperando para mostrar que eu não suportaria sua presença por mais de cinco segundos...
Mamãe me disse:
-Abra os olhos e não mais veja pelo coração.
Mas eu não o fiz.
-Não saia de casa meu filho. O tempo está tão frio, talvez você se perca por algum lugar.Algum lugar escuro. E ele está por ai.
- Mas mamãe a noite está bela, e as estrelas me convidam para dançar.
-Não se excite com tanta beleza, é tudo falso.
-Não seja tão severa com o tempo...
Eu então desbravei pelo vento, encontrei um diabrete que me esperava perto daquela árvore.Convidou-me para passear...Mostraria-me os outros amigos seus diabretes...
Então fui como um curioso, mais curioso ainda para descobrir como seriam e se é que existiam seres tão alegres, malignos, porém alegres.
Entramos por uma trilha apagada pelas folhas do outono, que já havia passado.
Lá eu vi alguns rostos estranhos e ouvi um som extasiante...Pandeiros...Tambores...Cantos.
Ele me deu um cachimbo que continha um pó colorido, e a cada trago que dava sentia meu corpo se libertar como um grito.
Mamãe disse que eu não saísse de casa...Que mal havia? Estava me libertando das correntes que um desejo doentio me presenteou. Mamãe estava totalmente errada sobre a noite. Que noite! A noite em que estava feliz...Uma das poucas noites que estive tão feliz...
De repente passou ao nosso lado um raio, um raio carregado de uma energia negra...E ele penetrou os meus olhos.
O Diabrete me disse que eu deveria deixar que a energia me envolvesse. E foi o que eu fiz.Ele ria dos meu tombos, era algo muito forte para mim, e algo muito novo também.
-Vamos seguir por essa trilha.-O diabrete tocou o meu braço.
-Por essa trilha coberta de flores?
-Sim- E deu um sorriso oculto...
Então eu segui com ele por aquele caminho repleto de flores e de fragrâncias diversas. Uma festa de cores e de sabores. Sim de sabores, as flores eram deliciosas...O diabrete me puxou pelo braço e me levou até uma flor bem estranha.
Ela tinha a cor negra, o odor de tristeza...E o sabor de um passado amargo.
Nesse momento ele apareceu para mim...
Era um ser de corpo magro e olhos tão escuros quanto a flor que eu acabara de comer.Estava vestido com um mato roxo e com detalhes pretos. O diabrete começou a gargalhar e ele se escondeu por trás de uma roseira sem rosas...E desapareceu tão rápido quanto apareceu. O gosto da dor ficou na minha boca eu me desesperei, pedaços da flor voltavam de dentro da minha garganta, eu tentava gritar por socorro, pedi ajuda ao diabrete mas ele apenas gargalhava da minha desgraça...Malignos diabretes.
Voltei pelos mesmo caminhos, agonizando enquanto o diabrete repetia, sorrindo:
-Eu não sabia que ele estaria nessa trilha.-
Eu via em seus olhos, que ele sabia.
Quando estava chegando perto da minha casa o diabrete desapareceu...
E mamãe me esperava com uma toalha e uma garrafa com água. Ela não pronunciou nenhuma palavra, mas seus olhos me diziam milhões de coisas...Ela sabia que ele havia me enfeitiçado há anos e que estava solto por entre jardins, esperando para mostrar que eu não suportaria sua presença por mais de cinco segundos...
Mamãe me disse:
-Abra os olhos e não mais veja pelo coração.
Mas eu não o fiz.
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Corpus Alien
Toda a dor que há em você,
desaparecerá como a chuva,
que insiste em vir,
perturbar meu jardim...
E o trauma da sua ida,
será apenas mais um sonho,
escuro que acende,
em uma noite de euforia.
Que raiva, que raiva!
Enviou-me um sinal estranho,
nos céus eu vi o anjo,
perturbado com tanto horror...
E terror tomou conta de nossas vidas...
E as feridas foram como presentes...
Quentes!
Armadilhas de um amor...
desaparecerá como a chuva,
que insiste em vir,
perturbar meu jardim...
E o trauma da sua ida,
será apenas mais um sonho,
escuro que acende,
em uma noite de euforia.
Que raiva, que raiva!
Enviou-me um sinal estranho,
nos céus eu vi o anjo,
perturbado com tanto horror...
E terror tomou conta de nossas vidas...
E as feridas foram como presentes...
Quentes!
Armadilhas de um amor...
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Dentro de mim
Estamos caindo amor.
No fundo da caixa colorida...
Moramos dentro da vida,
moramos dentro de mim.
E o circo já está armado,
com a enorme lona,
toda furada...
O circo faz parte de mim.
Em baixo de um manto de sonhos,
temos todo o mundo.
Temos todas as dores,
dentro de mim...
Olhe os brinquedos que lindos!
E as flores que sorriem de você.
Sim, você vê, como elas são belas...
Elas estavam dentro de você.
Vamos amor está tarde,
pois a cada palavra que digo,
mais e mais crianças indigo,
estão a cair do céu.
Como mel...
No fundo da caixa colorida...
Moramos dentro da vida,
moramos dentro de mim.
E o circo já está armado,
com a enorme lona,
toda furada...
O circo faz parte de mim.
Em baixo de um manto de sonhos,
temos todo o mundo.
Temos todas as dores,
dentro de mim...
Olhe os brinquedos que lindos!
E as flores que sorriem de você.
Sim, você vê, como elas são belas...
Elas estavam dentro de você.
Vamos amor está tarde,
pois a cada palavra que digo,
mais e mais crianças indigo,
estão a cair do céu.
Como mel...
sábado, 19 de setembro de 2009
Com violência
Olhe dentro de mim e verá.
Que não nada além de órgãos,
cobertos por enzimas e sangue,
e um que se contrai nervoso.
Um poço cheio de lágrimas,
e um ódio que come crianças.
Odeio agora crianças,
elas me lembram da infância que não tive.
Escura,
colorida, fria.
Eu tento não vomitar,
quando olho para o seu rosto.
Não há verdade em seus olhos,
eles sempre te enganam.
Sempre te enganam...
E te deixarão morto.
Que não nada além de órgãos,
cobertos por enzimas e sangue,
e um que se contrai nervoso.
Um poço cheio de lágrimas,
e um ódio que come crianças.
Odeio agora crianças,
elas me lembram da infância que não tive.
Escura,
colorida, fria.
Eu tento não vomitar,
quando olho para o seu rosto.
Não há verdade em seus olhos,
eles sempre te enganam.
Sempre te enganam...
E te deixarão morto.
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Not Fair, Sem Fé.

Para Lucas
Não sei onde fica seu céu,
o seu paraíso dourado.
Mas sei que respiro o fel,
sinto o sabor de um mel estragado.
Você reergueria um reino,
sorrisos matariam os prantos.
E todos os dias um canto,
um hino de puro alimento.
Agora só restam lamentos,
lamentos no meu coração torto.
Eu guardo um abraço morto,
em um rosto que deveria dissipar trevas.
Não é justo,
ficar nessa selva.
Estou afundando na lama,
que seria minha cama.
A dor consome o resto de fé,
a fé que nem pedras pequenas moviam.
Eu via, que tudo seria diferente,
com mais uma alma entre nós.
Onde estará o meu guia?
Para me avisar de algo...
Talvez esteja muito ocupado,
ou até mesmo não exista.
É tudo uma questão de injustiça,
em um mundo repleto de monstros.
E eu me tornarei um santo demônio,
eu irei tragar toda a mágoa.
Transformarei o meu terreno,
em algo mais justo,
sem mais porcos imundos,
sem mais palhaços estúpidos.
Não sei onde fica seu céu,
o seu paraíso dourado - se existe de fato.
Mas sei que respiro o fel,
sinto o sabor de um mel estragado.
Não sei onde fica seu céu,
o seu paraíso dourado.
Mas sei que respiro o fel,
sinto o sabor de um mel estragado.
Você reergueria um reino,
sorrisos matariam os prantos.
E todos os dias um canto,
um hino de puro alimento.
Agora só restam lamentos,
lamentos no meu coração torto.
Eu guardo um abraço morto,
em um rosto que deveria dissipar trevas.
Não é justo,
ficar nessa selva.
Estou afundando na lama,
que seria minha cama.
A dor consome o resto de fé,
a fé que nem pedras pequenas moviam.
Eu via, que tudo seria diferente,
com mais uma alma entre nós.
Onde estará o meu guia?
Para me avisar de algo...
Talvez esteja muito ocupado,
ou até mesmo não exista.
É tudo uma questão de injustiça,
em um mundo repleto de monstros.
E eu me tornarei um santo demônio,
eu irei tragar toda a mágoa.
Transformarei o meu terreno,
em algo mais justo,
sem mais porcos imundos,
sem mais palhaços estúpidos.
Não sei onde fica seu céu,
o seu paraíso dourado - se existe de fato.
Mas sei que respiro o fel,
sinto o sabor de um mel estragado.
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
De cima para baixo.
Estou ao contrário:
Falo aquilo que não devo,
penso no que não quero,
espero o passado!
Logo ando ao abismo,
não findo e não esqueço,
do beijo,
sem desejo.
Na minha cabeça,
não está acabado.
Desista que eu,
te esqueça.
Não cresça, nem envelheça.
Torne-se mágico,
destrua-m e de uma vez,
em uma noite seca.
E na sua cama, quem dei ta não será algo plástico.
Eu sei...
Eu falo aquilo que não devo, penso no que não quero,
espero o passado.
Falo aquilo que não devo,
penso no que não quero,
espero o passado!
Logo ando ao abismo,
não findo e não esqueço,
do beijo,
sem desejo.
Na minha cabeça,
não está acabado.
Desista que eu,
te esqueça.
Não cresça, nem envelheça.
Torne-se mágico,
destrua-m e de uma vez,
em uma noite seca.
E na sua cama, quem dei ta não será algo plástico.
Eu sei...
Eu falo aquilo que não devo, penso no que não quero,
espero o passado.
Sonhos
Andam flores, foram noite.
E lá fora, onde moram:
Anjos arrogantes ou fadas safadas.
Sons Macabros, gritos como um palhaço
sem balas ou doces.
Morrem flores, andam eles, com aqueles olhos...
Gigantes.
***
Antes da sua aparição tudo era branco.
Depois foi ficando manchado em um canto, depois no outro e no outro...
Escureceu com o pranto, a espera dilaceradora e a corda torcendo pela forca.
Eu já era preto, não escuro, preto mesmo.
Mas foi o primeiro a escurecer aquele leito antes alvo.
E você se tornou o alvo do lamento.
***
Mandá-lo ao inferno seria errado.
Você não sofreria. Pelo contrário sorriria.
Pois pessoas assim não sofrem,
não ouvem - e sentem - a orquestra da morte.
***
Seu rosto está perdendo a cor.
O brilho não existe,
e você resiste,
a maldição.
Toda vez que o vejo eu me odeio,
eu me torço, me enforco, eu choro...
Por não poder destruí-lo,
e amá-lo em vão.
E lá fora, onde moram:
Anjos arrogantes ou fadas safadas.
Sons Macabros, gritos como um palhaço
sem balas ou doces.
Morrem flores, andam eles, com aqueles olhos...
Gigantes.
***
Antes da sua aparição tudo era branco.
Depois foi ficando manchado em um canto, depois no outro e no outro...
Escureceu com o pranto, a espera dilaceradora e a corda torcendo pela forca.
Eu já era preto, não escuro, preto mesmo.
Mas foi o primeiro a escurecer aquele leito antes alvo.
E você se tornou o alvo do lamento.
***
Mandá-lo ao inferno seria errado.
Você não sofreria. Pelo contrário sorriria.
Pois pessoas assim não sofrem,
não ouvem - e sentem - a orquestra da morte.
***
Seu rosto está perdendo a cor.
O brilho não existe,
e você resiste,
a maldição.
Toda vez que o vejo eu me odeio,
eu me torço, me enforco, eu choro...
Por não poder destruí-lo,
e amá-lo em vão.
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Lofaron

Banharei o seu corpo com fogo,
com o fogo frio do inferno.
E te cobrirei no inverno,
com as folhas que guardei.
Meu Rei será o mais belo,
no seu castelo de papel.
Seu banquete será:
Carne de anjo e fel.
O palhaço andará sempre triste,
limpando o chão do salão.
Pois há festas todas as noites,
para um multidão:
De bonecas velhas,
e cavalos de madeira.
E há neve dentro do recinto,
e o hino penetra os ouvidos.
Não há de faltar nada,
nada que eu não tenha de sobra.
Um reino cheio de cobras,
no lugar de cordas.
Enforcados que balançam,
viúvas que riem,
crianças sem sonhos que gritam,
aflitas!
As fitas que voam, nos campos
de capim vermelho.
E o sol no seu eclipse parcial,
eterno.
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