quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Sonhos

Andam flores, foram noite.
E lá fora, onde moram:
Anjos arrogantes ou fadas safadas.
Sons Macabros, gritos como um palhaço
sem balas ou doces.
Morrem flores, andam eles, com aqueles olhos...
Gigantes.

***

Antes da sua aparição tudo era branco.
Depois foi ficando manchado em um canto, depois no outro e no outro...
Escureceu com o pranto, a espera dilaceradora e a corda torcendo pela forca.
Eu já era preto, não escuro, preto mesmo.
Mas foi o primeiro a escurecer aquele leito antes alvo.
E você se tornou o alvo do lamento.


***

Mandá-lo ao inferno seria errado.
Você não sofreria. Pelo contrário sorriria.
Pois pessoas assim não sofrem,
não ouvem - e sentem - a orquestra da morte.

***

Seu rosto está perdendo a cor.
O brilho não existe,
e você resiste,
a maldição.

Toda vez que o vejo eu me odeio,
eu me torço, me enforco, eu choro...
Por não poder destruí-lo,
e amá-lo em vão.

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