segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Lofaron


Banharei o seu corpo com fogo,
com o fogo frio do inferno.
E te cobrirei no inverno,
com as folhas que guardei.

Meu Rei será o mais belo,
no seu castelo de papel.
Seu banquete será:
Carne de anjo e fel.

O palhaço andará sempre triste,
limpando o chão do salão.
Pois há festas todas as noites,
para um multidão:

De bonecas velhas,
e cavalos de madeira.
E há neve dentro do recinto,
e o hino penetra os ouvidos.

Não há de faltar nada,
nada que eu não tenha de sobra.
Um reino cheio de cobras,
no lugar de cordas.

Enforcados que balançam,
viúvas que riem,
crianças sem sonhos que gritam,
aflitas!

As fitas que voam, nos campos
de capim vermelho.
E o sol no seu eclipse parcial,
eterno.

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