Os caminhos que percorro,
não são passageiros
são como pinturas emolduradas,
estas com tinta de sangue e a dedo.
Este caminhos que se tornam tão infelizes
que me arrancam tantas forças
que me tornam tão descrente
que me fazem querer ir-me embora.
As paisagens nunca mudam,
são sempre as de desespero e desgosto
de mentira e raiva
de ódio, de mais ódio, de um corpo sem vida, morto.
Então como que gravuras perturbadoras
elas me aparecem a noite
e revivo a cada segundo as dores
de ter sido objeto do prazer alheio.
O medo de querer viver
é maior do que a coragem de querer morrer.
sábado, 10 de novembro de 2012
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