Há uma flecha no seu coração e você se queixa.
Queixa-se de não poder retirá-la
de não poder ser curar,
então deixa.
Deixa que a ventania se transforme em tempestade
que a calmaria em uma doentia vontade
e que sua cama fria,
seja a sua última vontade.
Você deixa pois ninguém olha por onde andas
Ninguém se importa se é na lama
ninguém sentirá falta de sua alma...
Em lugar algum.
Suas lágrimas serão perdidas
secas, ressecadas, ressentidas.
Mas você não estará lá para ver o desespero alheio,
pois não haverá desespero.
Espere, por mais uma doce sinfonia...
Mais uma lua mistériosa,
mais um dia de sol insuportável...
Até descançar na sua cova.
sábado, 10 de novembro de 2012
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