Não são palavras que irão me conter
Não são seus olhos que irão me morder
Não são os dedos seus que me empurrarão
Não são os dias que me divertirão.
Nada está no seu lugar
nada há de fantasiar
nada há de entristecer
Pois nada bom pode vir de você...
Não são mendigos que me comoverão
Não são gemidos que me assustarão
Não são os sonhos que eu irei comer
Não são as noites em que verei sofrer (você).
Nada está no seu lugar
nada há de fantasiar
nada há de entristecer
Pois nada bom pode vir de você...
terça-feira, 27 de abril de 2010
Angustias

Quando o arrependimento vem bater a minha cabeça, eu viro para o lado da parede que não está riscado. Rabiscos de todos os tamanhos que enchem meu coração de amargura, de uma diabólica dança, pois sei o que me espera.Faço planos de não mais cair em tantos buracos. Parece que não há saída! Em quê acreditar meu DEUS! Tudo parece cair no mesmo buraco do materialismo sem necessidade e minha alma grita por ajuda, presa em olhos paralisados.Em um nojo por tudo o que cometo, pelos caminhos da desgraça por onde caí, e o sue caedere parece ser o único amigo agora!Será que devo despir o meu corpo da responsabilidade, será que tenho o direito? Vejo tudo girar como uma corda querendo prender ao meu pescoço, será que pulo, ou desço direto ao poço de amareladas folhas de aviso!Posso parar com tudo isso imediatamente, mas o medo me faz retroceder em mais uma tentativa, que desgraça paira sobre meu espírito negro.Será que Deus me concederia um livramento? Será que minha fé transportaria o tormento para longe...Meu anjo protetor está por perto me livrando de tamanhas tristezas? Não sei mais o que fazer, se espero ou se começo a ação que trará a minha liberdade ou a minha condenação, minha eterna condenação em um lugar de angustias multiplicadas em milhões de faces desfiguradas! Não posso mais querer que as coisas sejam como eu quero, que as coisas se façam como eu espero! Ainda me resta a esperança de uma graminea plantada em meu coração...Que minha morte seja rápida e súbita sem deixar traços, sem deixar nenhum rastro.
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Esquecidos

É complicado quando se é esquecido.
Muitas coisas vêm na mente quando somos esquecidos:
E é o tempo que as lágrimas começam a escorrer pelos olhos vidrados na imagem de alguém.
E nada do que digam pode afetá-lo de alguma forma.
O amor para você começa a deixar de existir no exato instante em que o "não" surge, quando ele vem trazido pelo vento, frio, pesado e cheirando a podre. O amor deixa exatemente de existir nesse instante. E você começa a cavar uma cova, bem funda para que não corra o risco de sair, sua vida se resume a respirar, só isso. As cores começam a sumir aos poucos, o preto começa a vir fazer parte de suas vestes ou então, nem isso, você esquece de vez que existem cores e qualquer roupa não passa de uma simples roupa. Os animais perdem a beleza, o canto dos pássaros se torna apenas em piados irritantes, a chuva não mais é divertida como antes. Tudo escurece ao seu redor. Cada pessoa que tentar se aproximar de você é alguém querendo destruí-lo mais uma vez...Tudo isso por causa de um "não" amargo.Um beijo não passa de um entrelaçado de línguas com uma troca de bactérias e um nojento vai-e-vem nojento.Sua pele não tem mais a cor bela que todos acharam um dia. Seus cabelos agora caem, os seus dentes amarelam, sua voz, assim como o seu coração congela.
Talvez até surjam oportunidades de mudança mas você não quer nada de mudar, sua vida acabou e pronto, não há mais saída, cada sopro é uma angustia tímida, cada verso escrito é um grito.Cada rosto pedinte é horrível. E a sua boca parece querer rasgar, tudo em você parece querer desmoronar, tudo isso pensando em alguém e esquecendo de si.
Você tem medo de começar tudo, com medo de que tudo vai acabar um dia, e isso é frustrante para você...A dor é a única saída,a morte, a anti vida. "De quê adianta construir o seu reino se um dia as larvas comeram as carnes das fadas?", você diz, todos os dias.
Um pobre coitado é o que você se torna! E o pior de tudo é que está marcado na sua pele essa letra ridícula, essa cicatriz maligna de um arrependimento que te faz querer morrer! Tudo isso para lembrar a sua fraqueza? Para que então tudo isso?
Querem vê-lo sempre debaixo de braços doentios, sempre abaixo do nível...Tudo isso por causa de um "esquecimento".
segunda-feira, 12 de abril de 2010
No Fundo do Pote

Quanta inveja que me rodeia, meu Deus! Fico muito surpreso por tantas pessoas me odiarem, será algum novo jogo? Para qualquer lado que eu me vire isso ocorre. Talvez seja por eu sempre ter sido um pouco exótico, é interessante ser assim quando ninguém olha muito para você. E esse alguém sou eu.Tanta inveja pode sinalizar que estou conseguindo aquilo que elas, as pessoas, nunca acreditaram que eu conseguiria ter. Não falo de ter passado no vestibular, minha aprovação já estava escrita em algum lugar da minha mente, o esforço foi como o de tomar um copo com água. Falo mesmo é das coisas que eu resisto, e que elas conseguem muito fácil, conseguem jogando fora os princípios que eu sempre tentei cultivar, mesmo sendo visto com olhos tortos. Eu choro com qualquer comédia romântica, mas apenas quando estou só! Isso não interessa muito, o que importa mesmo é tentar descobrir de onde vem tanta amargura, eu sei que odiamos aquilo que amamos um dia, é fato e a ciência pode comprovar isso, principalmente quando se cheira cocaína, nunca cheirei, mas senti a dormência na ponta da minha língua.
E de onde vem o ódio? Devo ter criado um comportamento semelhando ao que me atiram, é por isso que o percebo tanto.Escrevo muitas coisas belas, e na maioria das vezes eu nunca ponho em prática, é só pra enfeitar algum verso ou terminar bem o fim do poema.
As coisas boas nunca são realmente assim, em tese tudo é belo, na verdade, tudo é ódio.
Que vai acabar quando eu estiver longe daqui, desse mundo pobre em que vivo, e que procuro a saída na fantasia, me escondendo na vida de outros seres, mas mesmo em Lofaron o ódio vive.
sábado, 10 de abril de 2010
Chuvas

Em dia de chuva parece que tudo fica mais lento. O frio começa devagar como quem não quer nada, e daqui a pouco se torna profundamente colado em nós.As folhas das árvores pesam e a gravidade as puxa com uma força lenta.As árvores são belas apenas em dias de chuva, pois mostram o seu ballet melancólico e energizante.As ruas parecem rios de piche e quando olhamos melhor, vemos que a água é bem limpa e que desliza em uma interminável queda.As pedrinhas que rolam do alto do morro mostram a fragilidade das nossas esperanças. Tudo em dia de chuva é mais bonito e mais triste também. A tristeza da finitude das coisas.Dias de chuva são muito frios, sempre esfriam nossos corações, sempre nos lembram em tudo o que mais é passageiro, a vida. Dias de chuva são apocalipticos, aquelas nuvens pesadas, parecem que vão cair destruindo nossas almas, nossa civilização e nossas queridas lembranças. Pois mesmo em dias de chuva é bom sonhar. Sabendo que são passageiros, assim como a idéia que um dia de chuva, que está impregnado em mim, em todos os meus seres.
Os dias de chuva são monstruosos e mesmo sendo, eu prefiro que o sol que nos mostra a face sempre feia da realidade, seja coberto por uma grande e gorda nuvem de fantasia.
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Lágrima 2893

Rasga os olhos e tudo o que vem de dentro,
e pára como suas simples dores florescentes,
em uma cova de plutônio pesado,
chora, todo seu descontentamento!
Floras, ninfas imundas de antigos mitos,
gritos surdos de uma pura amargura!
Fantasmas agrestes de uma seca que tortura,
faces, bricam no céu cor de festa.
Olha! Ali está a alma que detesta,
a criança maldita de sua infância!
Veja! Como tudo que era cinzas brilha,
e como tudo que era belo a sua vista cansa!
-Fatores improváveis de uma antiga aliança-...
Pensa, como tudo passa,
e vê, como tudo descança!
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Aos Galhos

Foram dias em que chorava por você garoto! Chorava todo dia como um louco
e fui deixando rastros de mércurio por todos os lados,
com um termômetro perdurado no pescoço.
Foi-se garoto as minhas mais belas palavras,
os meus mais lindos e delicados versos foram-se,
resta-me o doce saber da verdade,
e um verdadeiro sabor de desconfiança.
Deixei de passear por Lofaron, meu amor torto,
parei de cutucar e evocar seus espíritos sofredores,
cansei de criar caminhos -todos sem volta- cansei!
Desisti de cultivar o ardor.
O fogo azul pequeno amor,
não mais queima os espantalhos lá do monte,
não se ouve mais as juras que faziam,
não há mais um Ipê no centro do bosque!
E meu coração agora ferve sem sorte,
meus olhos agora estão cheios de veneno,
um terrível e maldito gênio que me espreita,
e que espera a sua primeira e ultima chance...
Cansei amor, cansei de desistir da Morte!
Libertação

Quando o mundo inteiro se derrete
e meus olhos em você se perdem
ou a morte vem dançar.
Quando a chuva desce pelos ossos
perfurando nossas carnes
tudo pára de rodar!
E o medo todo entra em mim
e as flores correm do jardim
de sua jaula de beleza.
Minha mesa está cheia de moscas
não mais falo pela boca,
e tudo cheira a horror!
Dorme comigo uma puta
fala comigo uma dama
senta em mim um menino estranho
morde-me uma víbora mansa!
sábado, 3 de abril de 2010
Fator [ 35°C]
Vamos para o fim do túnel
onde mora todos os ratos,
que se entregam ao lixo morto
de nossos amores?!
Que dores meu Deus!
Que dores!
É tudo o que sinto em mim agora,
e pára tudo quando tudo começa!
Você meu demônio,
que destruiu minha inocência e que mesmo assim eu busco em casa objeto,
morto, ou vivo.
Eu sinto ainda pulsar em mim as mesmas emoções de antes,
não ligo meu amor para tudo o que dizem,
não espero que aceitem o que sinto,
o que importa é que está vivo dentro de mim...
Destruindo-me para sempre
nessa ciranda diabólica de prostituídas verdades.
Virando eu um mendigo dos seus olhos,
e minhas lágrimas queimando o meu corpo,
pois banham minha cama,
minha alma,
o meu silêncio.
Banham o meus despeitados comentários
as minhas invejosas lições de hipocrisia.
E as frias canções da madrugada;
de mortos, mortes,montes, monges,frases forçadas.
[Não há sentido, quando não se tem um sentido a seguir]
onde mora todos os ratos,
que se entregam ao lixo morto
de nossos amores?!
Que dores meu Deus!
Que dores!
É tudo o que sinto em mim agora,
e pára tudo quando tudo começa!
Você meu demônio,
que destruiu minha inocência e que mesmo assim eu busco em casa objeto,
morto, ou vivo.
Eu sinto ainda pulsar em mim as mesmas emoções de antes,
não ligo meu amor para tudo o que dizem,
não espero que aceitem o que sinto,
o que importa é que está vivo dentro de mim...
Destruindo-me para sempre
nessa ciranda diabólica de prostituídas verdades.
Virando eu um mendigo dos seus olhos,
e minhas lágrimas queimando o meu corpo,
pois banham minha cama,
minha alma,
o meu silêncio.
Banham o meus despeitados comentários
as minhas invejosas lições de hipocrisia.
E as frias canções da madrugada;
de mortos, mortes,montes, monges,frases forçadas.
[Não há sentido, quando não se tem um sentido a seguir]
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