
Só preciso de um minuto para poder chorar um pouco.
Retirar do meu pescoço esse grito de horror.
Misturar as minhas crenças em um único objeto,
e deixar a existência, o seu céu ou o inferno.
Eu preciso de uma prece que me faça regredir,
para quando o mundo era uma simples bola escura,
e meus lábios não podiam se ferir,
não havia um corpo de animal, me servindo de armadura.
Vamos todos os meus seres,
cantaremos juntos,
para se livrarmos
desse insulto,
borboletas cobrem o nosso leito
para sempre como um
simples defeito.
Eu queria que o mundo
não soubesse que existo,
não preciso de um sorriso,
não preciso de vocês.
Eu pretendo desistir
desse circo de maldade,
e moldar a minha face,
com um olhar de desgosto.
Sombras no quintal
cheio de lepras.
Vermes imortais,
que me cercam,
cercas de arame,
que me arranham,
do meu reto,
saem aranhas.
Tudo isso um dia, será mais uma história,
e pára por agora, toda a minha alegria,
vivendo como um louco na gaiola doméstica,
eu sinto como uma peça, estivesse indo ao fim.
Aplausos para mim,
que passo ao outro lado,
para divertir,
demônios alados,
que me necessitam
para roubar-me,
que só podem ir
aonde eu vá.
Tanta mágoa seca que sujou meu coração,
e toda bondade que eu faço vira vã.
Não lembram que sorrisos eu tanto lhes mostrei,
e agora só se lembram daqueles passos que errei.
Flores no meu copo de sobremesa,
e os seus espinhos,na minha gengiva
estou quebrando tudo
que possa curar-me,
e nesse instante surdo quero que tudo acabe.
Frases soltas sem sentido,
vejo até mim.
Você não sabe o perigo que é viver aqui,
cercado de bestas-feras que querem me comer,
e ao simples pecado que cometo, vou morrer...
Paro a jornada de imensa dor maior,
a para onde vou serei daqueles o menor,
mas não resisto então viver assim como mortal,
e nem um imortal, e nem um imoral que sou.
Frases soltas que inferno,
esse verão maldito do inverno.
Ódio chove na minha língua,
que vermelha está de tantas feridas.
Suportando o peso da loucura de outrem...eu firo a sua nunca como se um porco fosse,
as suas oferendas aos seus estúpidos deuses negros,
ou aos seus gênios malditos,
malditos de terreiros...
Sinto nojo desses templos,
foi-se o tempo em que eu sorria,
era noite,
sonhos,
dia, era tudo que eu tinha...
Agora só me resta um pedaço de pão,
com um copo de água, que alimenta a minha mão.
A caneta ferida que estoura sem razão
e mancha mais ainda o meu triste...não.
Ninguém pode me arrancar mais nenhuma lágrima,
nem de raiva. De nada!
Fique sabendo que eu estou sozinho,
mas suas maldades irão junto comigo.
Não haverá ninguém para perseguir.
Meu favorito desejo estúpido.
O meu particular, cárcere fundo.
Triste, profundo e uma grande overdose de sentimentos... Poesias!
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