Jovens e felizes,
apenas amigos.
E um mundo tão lindo
que tanto sonhavam.
Borboletas bebendo
o leite das flores.
E o rio cheio de peixes
pequenos, montes.
E os jovens amantes
da natureza,
desbravadores
de animais esquisitos.
Com suas crenças
em fadas e duendes.
Em folhas que falam,
em um mundo sem maldade.
E então chega o dia da despedida
aos seres mágicos,
as histórias que viveram
na infância.
Vem assim vestido de negro,
portando uma chave na mão
e um cadeado na outra -em sonhos-
um moço...
Entrega a chave ao loiro,
e ao negro deixa o cadeado enferrujado.
E some em meio a carros e pessoas,
apressadas, nervosas, cansadas.
Acaba tão rápido o sonho
os seres,
a floresta
a água.
Acaba assim, simplesmente acaba
o desejo de se verem,
surge um repúdio,
surge um nojo...em quase tudo.
Vislumbrados com a nova floresta,
um floresta de enormes pessoas apressadas,
de rios, e rios de esgoto...
De folhas de papel que dizem:" Compre agora!".
Acordam e se tornam...
parte viva da floresta,
de verdadeiras mentiras.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
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