sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Sopro


Ventos,
ventas, sombras lentas.

Ouro, fossa,
minha nossa!

Desalento,
fome, morte.

Sorte de quem gasta,
basta,pasta na ferida.

Arde a minha vida,
carne de segunda.

Muda, surda,
aleijada, não deficiente.

Indiferente,
voz fina, crente, cretina.

Templo barulhento,
tempo perdido.

Folhas morenas,
em um quintal.

Esquecido.

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