Os caminhos que percorro,
não são passageiros
são como pinturas emolduradas,
estas com tinta de sangue e a dedo.
Este caminhos que se tornam tão infelizes
que me arrancam tantas forças
que me tornam tão descrente
que me fazem querer ir-me embora.
As paisagens nunca mudam,
são sempre as de desespero e desgosto
de mentira e raiva
de ódio, de mais ódio, de um corpo sem vida, morto.
Então como que gravuras perturbadoras
elas me aparecem a noite
e revivo a cada segundo as dores
de ter sido objeto do prazer alheio.
O medo de querer viver
é maior do que a coragem de querer morrer.
sábado, 10 de novembro de 2012
No tempo certo
Agora que eu acho tudo divertido
posso correr por ai sem ser parado
sem ser abordado
sem ser notado.
Agora que tudo não faz mais sentido
posso dizer quanto tempo eu fiquei calado
posso dizer os motivos que me trouxeram até aqui
sem ser notado.
Anotaram o meu nome em uma agenda velha
talvez, crendo que eu fosse aparecer para a festa
mas para quê? se aqui tudo eu posso,
se aqui não há dor, estou liberto
sem ser notado.
Passeio entre os grandes e pequenos
entres crentes e descrentes
entre pessoas e monstros
entre aqueles que mais mentem.
Entre os infiéis e hipócritas
entre as vadias e as puras
entre a verdade e a loucura,
estas uma coisa só.
posso correr por ai sem ser parado
sem ser abordado
sem ser notado.
Agora que tudo não faz mais sentido
posso dizer quanto tempo eu fiquei calado
posso dizer os motivos que me trouxeram até aqui
sem ser notado.
Anotaram o meu nome em uma agenda velha
talvez, crendo que eu fosse aparecer para a festa
mas para quê? se aqui tudo eu posso,
se aqui não há dor, estou liberto
sem ser notado.
Passeio entre os grandes e pequenos
entres crentes e descrentes
entre pessoas e monstros
entre aqueles que mais mentem.
Entre os infiéis e hipócritas
entre as vadias e as puras
entre a verdade e a loucura,
estas uma coisa só.
Desafio
O desafio aceito,
e o preconceito varrido para longe,
de monge torna-se-á um assassino,
perfeito!
Dizem que o seu rosto é belo,
sua cor sedutora,
os seus lábios doces...
Mentem com maestria.
E será resfriada em uma pia velha,
a lâmina das futuras feridas.
Os golpes que ceifarão as vidas...
De quem? Não importa.
Homens e Mulheres tolos,
que não consertam os seus próprios erros
que ferem meus olhos com o seu perverso desapego...
Que desapareçam junto comigo.
No colo do único amigo, eu confessarei minhas faltas...
Até que me falte ar,
até a última falta.
e o preconceito varrido para longe,
de monge torna-se-á um assassino,
perfeito!
Dizem que o seu rosto é belo,
sua cor sedutora,
os seus lábios doces...
Mentem com maestria.
E será resfriada em uma pia velha,
a lâmina das futuras feridas.
Os golpes que ceifarão as vidas...
De quem? Não importa.
Homens e Mulheres tolos,
que não consertam os seus próprios erros
que ferem meus olhos com o seu perverso desapego...
Que desapareçam junto comigo.
No colo do único amigo, eu confessarei minhas faltas...
Até que me falte ar,
até a última falta.
Cova
Há uma flecha no seu coração e você se queixa.
Queixa-se de não poder retirá-la
de não poder ser curar,
então deixa.
Deixa que a ventania se transforme em tempestade
que a calmaria em uma doentia vontade
e que sua cama fria,
seja a sua última vontade.
Você deixa pois ninguém olha por onde andas
Ninguém se importa se é na lama
ninguém sentirá falta de sua alma...
Em lugar algum.
Suas lágrimas serão perdidas
secas, ressecadas, ressentidas.
Mas você não estará lá para ver o desespero alheio,
pois não haverá desespero.
Espere, por mais uma doce sinfonia...
Mais uma lua mistériosa,
mais um dia de sol insuportável...
Até descançar na sua cova.
Queixa-se de não poder retirá-la
de não poder ser curar,
então deixa.
Deixa que a ventania se transforme em tempestade
que a calmaria em uma doentia vontade
e que sua cama fria,
seja a sua última vontade.
Você deixa pois ninguém olha por onde andas
Ninguém se importa se é na lama
ninguém sentirá falta de sua alma...
Em lugar algum.
Suas lágrimas serão perdidas
secas, ressecadas, ressentidas.
Mas você não estará lá para ver o desespero alheio,
pois não haverá desespero.
Espere, por mais uma doce sinfonia...
Mais uma lua mistériosa,
mais um dia de sol insuportável...
Até descançar na sua cova.
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