terça-feira, 27 de março de 2012

A Serpente e Suas Servas


Eu subirei nas escadas da vergonha
cada passo será uma peçonha diferente
será uma serpente presa no meu pescoço
querendo me morder para sempre.

Quando eu estiver subindo esquecerei de todas elas:
é um caminho duro sim, aos pouco elas vão me mordendo
vão arrancando pedaços de mim
os últimos pedaços das minhas alegrias.

São as serpentes que a solidão e a mágoa
me enviaram, e então eu sem pensar me agarro com elas.
Paro em mio a escada, mordo-as também
mas elas não me dão alegria de volta, apenas a triste a o rancor.

Agora eu estou com o sabor da derrota em meus lábios
com o sangue multicolorido das serpentes
elas não se cansam, elas me mordem, elas me sugam, elas riem de mim.

E então, fraco e com um sorriso para sorrir
elas vem e mordem minha boca
arrancando o meu último suspiro...
Já cheguei ao último degrau da escada...

De lá eu vejo um mar de rosas vermelhas e muitos espinhos...
Talvez sejam rosas, talvez seja o sangue e as lâminas...
Mas não me importa mais...
Já cheguei ao último degrau da escada...

...de lá me atiro.

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