
Acordo.
Ainda meio enjoado.
Ainda meio desacreditado.
Levanto.
Ainda meio inseguro.
Sem forças.
Vou me banhar.
Sinto a água na minha pele fria.
Arrepio-me de tanto dor.
Olho-me no espelho.
Vejo um ser magro, medonho, tristonho, sem cor.
Ele passa as mãos pelos braços feridos.
Ele põe a mão no peito ferido.
Ele chora um choro contido.
Ele não quer incomodar mais ninguém.
Ele só quer ver sangue.
O sangue pra ele é a liberdade, além, é claro de um alguém...
Esse alguém...que poderia libertá-lo.
Retorno ao meu mundo.
Com frio, com medo, com desamor.
O ódio me chama, e quase que eu o ouço e o sigo.
Ainda não é a hora. Eu digo.
Eu retorno com a minha ansiedade trêmula,
sem saber se hoje será o último dia.
Como eu queria que fosse.
E quando olho para aquele ser magro no espelho,
sem a cor nos olhos, sem a cor nos cabelos
eu me pergunto...
Aonde estou?
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