
Livre estou para molhar meus cantos
e regar minhas rosas com prantos.
Livre sou para construir encantos
e desmascarar as tristezas do meu conto.
Nessa minha infita prece
temo que nem ao céus
o meu desejo alcance
como se não fosse o bastante
ter que viver carregando um corpo estranho.Onde?
Longe, amor, querido amigo, longe.
Em um lugar onde você nem imagina,
isso se torna então a sua simples sina:
Ter que comer a carne do Elefante.
Só em seus sonhos, como uma prostituta
desejando o corpo de um pequeno homem
e se deliciando com seus cabelos enrrolados
com seu corpo suado, em contato com seus seios grandes.
Pára amor, que minhas palavras são educadas
eu não costumo utlizar o sexo como fonte
de uma inspiração cruel e barata
para ter na minha frente um texto asfixiante.
Allana Menáde
Você já leu Augusto dos Anjos??? Acho fascinante às poesias que esploram as entranhas do ser humano. Ele não tem medo de expressar em palavras o que de melhor e pior existe no homem.
ResponderExcluirPoesia também é cotidiano, é promíscuo e parece que alguns se esquecem disto. parabéns! (Se este poema é de um Heteronome seu)
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirSim é, Allana Menáde tem outros textos aqui no blog.
ResponderExcluirE Augusto dos Anjos é simplesmente fascinante!