segunda-feira, 4 de junho de 2012

Madame


Livre estou para molhar meus cantos
e regar minhas rosas com prantos.
Livre sou para construir encantos
e desmascarar as tristezas do meu conto.

Nessa minha infita prece
temo que nem ao céus
o meu desejo alcance
como se não fosse o bastante
ter que viver carregando um corpo estranho.Onde?

Longe, amor, querido amigo, longe.
Em um lugar onde você nem imagina,
isso se torna então a sua simples sina:
Ter que comer a carne do Elefante.

Só em seus sonhos, como uma prostituta
desejando o corpo de um pequeno homem
e se deliciando com seus cabelos enrrolados
com seu corpo suado, em contato com seus seios grandes.

Pára amor, que minhas palavras são educadas
eu não costumo utlizar o sexo como fonte
de uma inspiração cruel e barata
para ter na minha frente um texto asfixiante.

Allana Menáde

3 comentários:

  1. Você já leu Augusto dos Anjos??? Acho fascinante às poesias que esploram as entranhas do ser humano. Ele não tem medo de expressar em palavras o que de melhor e pior existe no homem.

    Poesia também é cotidiano, é promíscuo e parece que alguns se esquecem disto. parabéns! (Se este poema é de um Heteronome seu)

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  2. Sim é, Allana Menáde tem outros textos aqui no blog.
    E Augusto dos Anjos é simplesmente fascinante!

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