
Para cada infeliz há uma moça,
um fonte de prazeres, uma dama,
uma casa bem cuidada, uma cama,
uma noite, e o gozo, o gozo.
Para cada boca faminta há comida,
vinho doce, frutas virgens,
o tempero da alegria que penetra.
Para cada língua azeda há o açúcar.
Para cada corpo podre, uma mosca.
Para cada velório, uma sinfonia fosca.
Para seus infantis sonhos, há realidade.
Para cada gota de bem, um oceano de maldade.
Para cada paixão louca, há um anjo.
Para cada flor murchada, um arranjo.
Para cada coração cremada, um cofre.
Para cada cão inerte há a ânsia.
Para cada lágrima,
para cada dor,
para cada queimadura, ruptura...
Para cada perca...Esperança!
Adoro também as imagens... Sempre bem colocadas e que falam em conjunto com a poesia.
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