
Foi-me deixado um vazio
por alguém, não sei quem, sozinho.
Uma dor intensa e fria
que esfria as lágrimas quentes de outrora.
Quanto tempo irá durar- a dor,
não sei demora.
Mas o meu corpo se arrasta,
enquanto a minha boca amarga, elas mesma, me devora.
Tenho uma dor cá dentro
tenho algo que passeia no meu vazio.
No meio do tempo
entre as folhas escritas que caem
no mar de cartas de amor
que jamais enviei, jogadas.
Em algum lugar há algo que passeia...
hora quente hora frio.
No mar de cartas cadentes
nos versos e nas palavras sem sentido
na escuridão
em um lugar estranho eu ouço algo...
algo que como uma prece
algo que como um pedido de ajuda...
Engano-me fora só um gemido.
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