
Tecendo lençois de seda
com agulhas na minha mão,
espero que não esqueça
que o sonho já não é vão.
Que muitos dos que rezavam
agora andam no chão,
cheirando a substâncias
que muitos já dizem,não.
Cortando papéis dourados,
colando fitas no céu,
eu vejo o ser calado,
mirando-me lá dos seus.
Os tantos que se arrastavam,
tragando a combustão,
são estes que agora rezam,
com os joelhos no chão.
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