sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Dê-me sua mão

Há um vazio
aqui do lado
do lado esquerdo
do cárdico.

Esperando
para ser preenchido.
De coisas belas,
de risos.

De tudo um pouco,
de dores, nada ou muito.
De pessoas,
de mundos, de frutos.

De um amor,
que não seja de anjo,
que nem seja de santo,
ou de um menino-monstro.

Que seja coberto,
invadido por uma força,
por uma boca, por uma alma...
Com cheiro de flor.

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