domingo, 31 de janeiro de 2010

NudeZ-Espero


Tem algo que eu quero desde sempre ter
seu sorriso
o seu belo
o seu ser
Tem algo que eu sempre quis ser
seu sorriso
o seu belo
o seu ser
Veio a chuva, muita chuva
e mostrou que seu sorriso
era tinta,
tinha branca.Acabou o sorriso.
Um incêndio, no meu quarto
e mostrou que a beleza,
que a pele,
a grandeza, era efêmera, passageira.
Acabou-se o seu belo.

Mas um dia,
sem sorriso,
e nem corpo,
sem mais nada.

Você veio,
com a máscara e o manto da vergonha...
Abraçou-me sem demora,
demorou em mim,derramou em mim, desmoronou em mim...

O seu ser,
era como seu sorriso
e o belo...
Era pouco, muito pouco...
era nada, quase muito...
Muita dor que existia...
Descobri, sim...
O que eu queria.

Eu Espero


Eu espero
que um dia...
Que eu possa
divertir...

Milhões de anjos,
em seus sonhos.

Posso ouvir,
as trombetas...
Da agonia sem sim...

Sendo longe ou aqui.

Eu quero um dia,
voar entre eles,
sem sentir,
Aquela dor,
que é morrer,
sem saber,
aonde ir.

Águas turvas,
muita chuva.

Sem sorrir...

Sem sorrir...

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Enquanto Suava de Tédio

De todos os segredos,
o seu é o que eu nem quero saber.
Pois com todos os erros, e controvérsias
é impossível compreender.

Falo do que conheço,
é evidente.
E o que não sei, eu me recolho,
e escrevo.

Sem nada de romântico,
que tudo isso,
acabou,
faz cinco séculos.

Não quero ser seu sexo,
nem quero ver seu corpo afinal,
mas tudo que eu vejo...
É um prato com um copo de cerveja, no fundo do quintal.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

E.R.R.O

Não sei até quando dura,
essa dura missão.
Não sei realmente se é a cura,
para a minha visão.

Eu não percebo coisa boas,
eu meu lado jamais.
Eu não recebo as histórias,
mais belas, jamais.

Parece mesmo que existem,
apenas os "negros".
Ou então eu sou muito baixo,
para me atingirem.

Talvez eu seja assim
um pouco ou muito errado.
Talvez até os que não tem olhos,
só me olhem de lado.

Transes loucos nunca mais.
Nem as velas,nem rituais.
Nunca mais à possessão,
não importam quantos "não".

Não suporto o meu corpo,
esse rosto imbecil.
Não me sinto um garoto,
não sou nada do que diz.

Eu não sirvo para tal,
para essa obrigação.
Se não amo a mim mesmo,
como posso amá-los então?

Não vejo a hora,
de então partir...
É uma promessa que faço com todas as minhas forças...
Nunca mais irei regredir.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Dê-me sua mão

Há um vazio
aqui do lado
do lado esquerdo
do cárdico.

Esperando
para ser preenchido.
De coisas belas,
de risos.

De tudo um pouco,
de dores, nada ou muito.
De pessoas,
de mundos, de frutos.

De um amor,
que não seja de anjo,
que nem seja de santo,
ou de um menino-monstro.

Que seja coberto,
invadido por uma força,
por uma boca, por uma alma...
Com cheiro de flor.