quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Até tarde

Vazio,sinto-me assim como um brinquedo velho
usado, como que se alguém tivesse arrancado o que espero
calado, e as palavras levam o descontentamento
para um fim trágico de desespero.

A mão amiga prende na fenda da mentira
e a pior sina é aquela que eu vejo
o mundo se comporta como um cego,
e mesmo eu teimando em não acreditar, eu vejo.

Procuro por aquilo que não quero encontrar,
e então encontro.
No mais tímido encontro, meu corpo treme,
os olhos fecham, o coração acelera...meu corpo pára.

Nada do que for verdade irá restar,
o que foi belo, alegre, nada disso
são como faíscas em um vendaval
nada mais espero disto...

E mesmo assim,
mesmo tendo acabado.

Eu ainda me desespero.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Oni

Do drama contido na garganta muda
eu ouço um gemido, de uma devassa louca
eu percorro os dedos no seu corpo gordo
e nos seus cabelos, eu quase morro.

Para longe de mim há uma casa velha,
toda em pedaços - são os sentimentos-
sua base está podre, suas paredes desmoronam,
e o seu teto, este pende.

Sorrir ou chorar, minha vida disso não depende,
são as lembranças que não querem calar, me prendem.
O sol avermelhado, ilumina os caminhos que já percorri,
e o inferno divertido que tanto falaram, de lá, saí.

Do sonho que prende,
da face que se contorce
do coração que sofre...
Do drama contido na garganta muda...

Ele, apenas morre.