Vazio,sinto-me assim como um brinquedo velho
usado, como que se alguém tivesse arrancado o que espero
calado, e as palavras levam o descontentamento
para um fim trágico de desespero.
A mão amiga prende na fenda da mentira
e a pior sina é aquela que eu vejo
o mundo se comporta como um cego,
e mesmo eu teimando em não acreditar, eu vejo.
Procuro por aquilo que não quero encontrar,
e então encontro.
No mais tímido encontro, meu corpo treme,
os olhos fecham, o coração acelera...meu corpo pára.
Nada do que for verdade irá restar,
o que foi belo, alegre, nada disso
são como faíscas em um vendaval
nada mais espero disto...
E mesmo assim,
mesmo tendo acabado.
Eu ainda me desespero.
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
Oni
Do drama contido na garganta muda
eu ouço um gemido, de uma devassa louca
eu percorro os dedos no seu corpo gordo
e nos seus cabelos, eu quase morro.
Para longe de mim há uma casa velha,
toda em pedaços - são os sentimentos-
sua base está podre, suas paredes desmoronam,
e o seu teto, este pende.
Sorrir ou chorar, minha vida disso não depende,
são as lembranças que não querem calar, me prendem.
O sol avermelhado, ilumina os caminhos que já percorri,
e o inferno divertido que tanto falaram, de lá, saí.
Do sonho que prende,
da face que se contorce
do coração que sofre...
Do drama contido na garganta muda...
Ele, apenas morre.
eu ouço um gemido, de uma devassa louca
eu percorro os dedos no seu corpo gordo
e nos seus cabelos, eu quase morro.
Para longe de mim há uma casa velha,
toda em pedaços - são os sentimentos-
sua base está podre, suas paredes desmoronam,
e o seu teto, este pende.
Sorrir ou chorar, minha vida disso não depende,
são as lembranças que não querem calar, me prendem.
O sol avermelhado, ilumina os caminhos que já percorri,
e o inferno divertido que tanto falaram, de lá, saí.
Do sonho que prende,
da face que se contorce
do coração que sofre...
Do drama contido na garganta muda...
Ele, apenas morre.
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