Não tenho motivos
e então de repente
eles, como mortos vivos
se levantam do passado.
Eles arranham o meu rosto
e eu choro
por não poder me defender
ou não querer, eu choro...
O motivo entra pela minha boca
e deixa meus sentidos confusos
o motivo vem e vomita
a alegria, pouca, que eu consumi.
Ela então, a alegria, se debate no chão
ensanguentada, desesperada, olha para mim.
E seu olhar aflito, nos olhos multicoloridos
sua boca solta um gemido...
" Deixe-me ficar no seu corpo
como um tumor benigno
não deixe este motivo infame
matar o meu germe latente..."
E então ela morre,
no chão escorregadio
e os motivos, todos eles frios,
se apossam do meu corpo, ainda quente e macio.
terça-feira, 10 de julho de 2012
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