
Recebi um convite seu,
assim, salpicado com ouro
com um fresco odor de tesouro
exalando uma alegria sem fim.
E o medo maior que eu senti,
foi quando vi escrito de azul celeste
meu nome, trêmulo como a peste
em letras profundas, no papel fingi...
Que aquilo tudo era mais que real
não um sonho
e que o dia do nosso reencontro
seria coberto de mel
Mas enganei-me e provei novamente da desgraça
por crer cegamente em uma terrível trapaça
que meus amigos invisíveis aprontaram...
Caí prostrado no chão fofo e molhado
gritando tão desesperadamente
que a mentira que viera quente
logo estava tal bouquet envenenado...
Recebi um convite seu
de uma época remota e sem data
onde no céu voam serpentes e baratas
para provar o dom que Deus me deu.
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