
Vontade maldita que vem e me mata.
Arrasa-me cedo, aponta seu dedo no meu coração,
e o monstro da árvore, esconde o segredo
nas cordas da harpa.
Cretina vontade
de impiedosa força
faz comigo como faria uma mosca
perturbar-me sem cessar.
E quando o cheiro da morte me presenteia
eu caio com o rosto queimado na areia
e tento comer a sombra de Marte.
Tudo em vão presumo é tarde,
nada mais farei para mudá-la,
quem sou eu então, querido mago
que nada posso fazer para moldá-la?
Ai! gatos brancos que me arranham.
Flores secas que me aconpanham
em um interminável funeral de sonhos.
Vou! para lá beber minha peçonha.
E aspirar o perfume de maldade,
desde que não seja mais covarde,
do que a aranha presa na teia da vergonha.
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