Eis-em aqui, de novo sentado
nesta cadeira velha e suja
datilografando sentimentos rasos,
querendo dar-lhes a aparência profunda
Não consigo sair do charco,
dessa minha cruel e desventurosa culpa.
Mesmo não sendo totalmente falho,
sei, que dos fracos todo mundo usa.
Pondo-me de pé diante da plateia,
sem me notar como o expectado, tremo
e temo diante dos condenados,
pela minha simples e empoeirada flor.
Não é a cor, não são os olhos, nada!
Não é o ser, o saber ou parecer de cor.
São só as minhas linhas de dissabor,
que vibram em minha mente de condenado.
Nada além, de um simples perturbado.
Nada além de, um papel sem cor.
Nada além de um doce sem sabor.
Ao dissabor das cordas que vibram,
na mente de um condenado.
segunda-feira, 25 de setembro de 2017
sábado, 11 de abril de 2015
Mare Crisium
São as fases como a lua:
De clarão e alternância;
luminescência, infância...
fases de comoção.
São crateras como as da lua:
De solidão, dor e crueldade;
esquecimento e maldade;
homenagens ao passar vão.
São os mares como os da lua:
ressequidos e incolores;
Tranquilos, serenos e doces...
O raso fecundante.
Esta vida, como a lua...
é sombria, fria e apavorante.
sexta-feira, 16 de janeiro de 2015
Vigias
Caem as Estrelas do Infinito Espaço,
e descem ao Abismo corrompido
em um lugar Sofrível e Sofrido,
entre as Águas das Ilusões.
Trazem consigo os Segredos Infindos,
dos Celestes Arcos, Corpos Esculpidos,
das Constelações, Cálculos Indefinidos:
Ciência da Rebelião.
Dão aos Homens Pobres,
as Chaves dos Mistérios,
A Adoração dos Egos,
Joias das Blasfemais Ações.
E o Seu Juízo, por tal ato Grave,
é ter uma Trave presa, às Libertações.
É ter um espaço, amplo e Dividido;
Fido, Vero e Digno...No Calabouço da Escuridão.
e descem ao Abismo corrompido
em um lugar Sofrível e Sofrido,
entre as Águas das Ilusões.
Trazem consigo os Segredos Infindos,
dos Celestes Arcos, Corpos Esculpidos,
das Constelações, Cálculos Indefinidos:
Ciência da Rebelião.
Dão aos Homens Pobres,
as Chaves dos Mistérios,
A Adoração dos Egos,
Joias das Blasfemais Ações.
E o Seu Juízo, por tal ato Grave,
é ter uma Trave presa, às Libertações.
É ter um espaço, amplo e Dividido;
Fido, Vero e Digno...No Calabouço da Escuridão.
segunda-feira, 29 de dezembro de 2014
Nachash
Ser Cruel dos meu pesadelos,
Crasso.
Criatura Sutil do meu Sentimento,
Laço.
Armadilha Infernal dos meus desejos,
Lasso...
Parasito de Ilusões.
Chão Manchado de areia e água,
na sujeira, no lodo, de uma cama...
Onde se deitam as Emoções insanas,
de um Guerreiro Fraco.
Como podes ser assim,
Devasso?
Corroendo-me a cada pequeno,
Passo.
Meu coração de vis paixões,
Escasso...
Levarás-me tu, Ó, Maldita Áspide...Ao Fracasso?
Crasso.
Criatura Sutil do meu Sentimento,
Laço.
Armadilha Infernal dos meus desejos,
Lasso...
Parasito de Ilusões.
Chão Manchado de areia e água,
na sujeira, no lodo, de uma cama...
Onde se deitam as Emoções insanas,
de um Guerreiro Fraco.
Como podes ser assim,
Devasso?
Corroendo-me a cada pequeno,
Passo.
Meu coração de vis paixões,
Escasso...
Levarás-me tu, Ó, Maldita Áspide...Ao Fracasso?
domingo, 28 de dezembro de 2014
Coração Oco
Aos ares vou eu dançar os hinos:
Os de alegrias da Natureza bela,
E indo lá eu próximo à Capela:
em que há flores e fluentes rios.
Rindo-me -sim- Rindo-me desta Quimera,
e gozando dos Prazeres Divinos das Esferas.
Monto-me nos lombos daquele Animal tímido,
e galopo dentro do Ego desfeito, como velas.
Ah, tu,Fera deste Mundo louco,
Vede! como triste é receber o troco,
das Paixões refeitas pelo teu infiel Sentimento,
Goza, goza enquanto há tempo e
ri, ri de teu Cruel Momento...
Até que teu Coração se torne Oco.
Os de alegrias da Natureza bela,
E indo lá eu próximo à Capela:
em que há flores e fluentes rios.
Rindo-me -sim- Rindo-me desta Quimera,
e gozando dos Prazeres Divinos das Esferas.
Monto-me nos lombos daquele Animal tímido,
e galopo dentro do Ego desfeito, como velas.
Ah, tu,Fera deste Mundo louco,
Vede! como triste é receber o troco,
das Paixões refeitas pelo teu infiel Sentimento,
Goza, goza enquanto há tempo e
ri, ri de teu Cruel Momento...
Até que teu Coração se torne Oco.
sábado, 27 de dezembro de 2014
Anseios
Calado Cavaleiro:
Teu cavalo é cego,
tem os dentes podres.
Onde?Os teus cabelos.
Faminto Guerreiro:
Tua armadura pesa,
tua Lança é torta.
Como? O teu ferreiro.
Ferido Soldado:
Sangue em teu rosto,
pus em teus braços.
Qual? O esgoto inteiro.
Louco Combatente:
Teu tempo é O Passado,
tua guerra é perdida.
Quanto? O pouco dinheiro.
Peregrino Poeta:
Tua sacola é cheia,
de Rosas em pedaços.
Por que carregas o mundo? O Peso?
01/09/2014
quarta-feira, 24 de dezembro de 2014
Fé'L
Que Sofrimento!
Que Dor; defuntos, Faunos.
Que Sentimento!
Que Crueldade; esqueletos, Calos.
Ah, Céu Cinzento!
Ah, Frio;gotas, Halos.
Ah, Fél Cruento!
Ah, Carruagens; trotes, Cavalos.
Este Momento,
Este Concerto,
Este Pedaço,
De um Amor, aos ralos.
Que Dor; defuntos, Faunos.
Que Sentimento!
Que Crueldade; esqueletos, Calos.
Ah, Céu Cinzento!
Ah, Frio;gotas, Halos.
Ah, Fél Cruento!
Ah, Carruagens; trotes, Cavalos.
Este Momento,
Este Concerto,
Este Pedaço,
De um Amor, aos ralos.
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