segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Desconhecido


O vento sopra para todo lado
e o barro sempre foi barro.
As mesmas formas desde muito tempo
vagando para limpar o passado.

Sensuais felinas que comiam
no berço de ostensivos reis
e que agora choram
seus ais cruéis.

Ninfas alvas que agrediam
servos, indiferentes como fél
e que agora carregam
uma casca negra, e derramam lama, nos seus olhos cor de mel.

A fé agora destrona suas faces
doces maldades que construiram aos céus
e mesmo com tanta crueldade e malícia
regridem com os descobertos pés.

O barro sempre foi barro
que da terra o pó se fez.
Porém o vento profundo e misterioso...
esta fagulha de inteligência prima,
transforma o corpo animal em tez.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Mivervan



Eu vi você naquelas roupas,
Chorando por uma garota.
E os seus olhos pediam socorro:
"Não mais pareço um palhaço sou um corvo."

Que triste então foi vê-lo partir.
E desistir em uma noite sem fim.
De amizades restaram lembraças
e das pequenas mãos apenas crianças.

Perto...
De um lugar deserto.
Mora...
Uma senhora triste.
Pensa...
Que seu amor ainda existe.
No seu costume vinho
e os redemoinhos
que os seus cabelos cobriam.

Fala...
Como se ainda fosse.
O ano em que o sol tornou-se prata.
E quando da vila restou placas
de avisos e recordações.

Chorou, e me olhou tão docemente.
Que os meus lábios dormentes,
sentiram ainda,
o sabor da ilusão
que é esperar.

E a velha senhora
ainda lembra
do calor que era
esperar na porta
o seu amado
no seu costume...vinho e rosa.

sábado, 13 de novembro de 2010

"Relutânte"


Agora eu posso decidir
quem sairá mais vivo daqui.
É uma ciranda de horror
que se vai,
e varre minha alma para trás.

Eu quero brincar
como fazia antes,
com areia e luzes enfim.
Eu quero sentir
como sentia antes,
de você
passar por mim.

Eu não posso imaginar,
como é que meu coração foi-se machucar.
É muita dor para poder imprimir
em uma imagem, sem fim.

Eu quero matar
como fazia antes,
com meus pesadelos
e frustrações.
Eu quero viver
como vivia antes,
de você
entrar em mim.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Piroptera

Metafísicas
e Paraformáticas
indecisas
placas.

Complexidades
apocalípticas
típicas
da fossa.

Aterradoras
pedintes corsas
frias
e temerosas
mortas.

Finitas
críticas
pseudo psíquicas
normas.

Inconstantes
nefandas
concepções sexuais
porca.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Agora Acabou

No instante em que sonho,
penso em te ver,
nos meu lindos carrosséis,
que não preciso crer.

Eu procuro uma forma,tola,
para moldar
toda a minha vida se transforma
quando estou lá.

[Ponte]

É uma velha história triste
que embala corações
mesmo assim,não mais existe,
em mim acabou.

[Refrão)

Pétalas voam
e recordações
cinzas ecoam
aquelas canções
que de tristes se afundaram
em um pântano de horror
e que aos poucos
os seus gritos...
Eu sei acabou.

Agulhas sem pontas
e sem direções
ainda apontam
em seus corações.

Em um lindo dia claro
a mágoa acabou
e as brisas que gelavam,
a chama esquentou.

[Ponte]

É uma velha história triste
que embala corações
mesmo assim,não mais existe,
em mim acabou.

[Refrão)

Pétalas voam
e recordações
cinzas ecoam
aquelas canções
que de tristes se afundaram
em um pântano de horror
e que aos poucos
os seus gritos...
Eu sei acabou.