
O vento sopra para todo lado
e o barro sempre foi barro.
As mesmas formas desde muito tempo
vagando para limpar o passado.
Sensuais felinas que comiam
no berço de ostensivos reis
e que agora choram
seus ais cruéis.
Ninfas alvas que agrediam
servos, indiferentes como fél
e que agora carregam
uma casca negra, e derramam lama, nos seus olhos cor de mel.
A fé agora destrona suas faces
doces maldades que construiram aos céus
e mesmo com tanta crueldade e malícia
regridem com os descobertos pés.
O barro sempre foi barro
que da terra o pó se fez.
Porém o vento profundo e misterioso...
esta fagulha de inteligência prima,
transforma o corpo animal em tez.

